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Semiótica e Quadrinhos

Imagem3O pessoal do SESC aqui de Foz (valeu Pedro e Talitha!), me convidaram, no último domingo, dia 27, para dar uma palestra sobre Semiótica e HQs na Maratona de Arte Sequencial. Peguei o básico (só o que eu sei mesmo), associei e disponibilizei em power point.

Comecei a estudar a ciência em 2004, durante a pós-graduação em Comunicação Publicitária na UTP/PR. Mas foi recentemente, em uma palestra da Semioticista e Fonoaudióloga Regina Camillo que entendi o sentido maior da Semiótica para os Comunicólogos: quando vejo o mundo sob a ótica dos signos, minha capacidade de comunicar é potencializada, meu entendimento de mundo se amplia e os ruídos na comunicação são minimizados.

Ajude as pessoas a se entenderem. Estude Semiótica. 😉

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Sinais de Patrick Hughes

O vídeo aí embaixo, do diretor Patrick Hughes “Signs”, via Publicis Mojo, feito para o Schweppes Short Film Festival, mexeu comigo.

Me faz pensar em Semiótica do começo aou fim, com todo o processo de síntese gráfica, em cada cena. Nada precisa ser dito, tudo está visível à interpretação, justamente porque Hughes utiliza signos comuns ao humano em si.

Há sensibilidade e evidência de conhecimento profundo em comunicação, em vários detalhes ao longo do filme: a linguagem corporal do protagonista, que vai evoluindo a medida em que sua vida começa a ganhar sentido, sua interação com os objetos – o telefone, o pote de cereais no café da manhã, o riso na sala de reunião, e vários outros. A forma como o protagonista reage aos elementos que compõe sua vida (escolhida por ele mas incompleta), mostra a realidade de um sociedade que, talvez, tenha se perdido em seu burocrático progresso.

Os sinais que Hughes apresenta não são apenas a versão humanizada do que seria uma conversa de chat, com menos de 140 caracteres, na própria vida real, recheada de emoticons. Símbolos esses que substituem a própria incapacidade (inicial) do personagem demonstrar seus sentimentos. Quem assiste acaba esquecendo que não há diálogo falado. Tudo o que precisa ser lido está visualmente apresentado, do começo ao fim da história, com uma mensagem forte justamente pelo silência que grita. Emocionante.

Bom, virei fã do cara. Achei uma visão inovadora o uso inteligente de símbolos virtuais na vida real e a forma como Hughes costurou tudo isso em um vídeo impecável. Por isso esse post. Comentem aí o que acharam.

Clique aqui para ver o portfolio completo de Hughes.