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Patre Primordium: leitura primordial

Neo note:

Quadrinhos estilo “Mangá”, 100% brazuca, com criação e roteiro de Ana Recalde e arte de Fred Hildebrand já à venda nas bancas. O nome: Patre Primordium (em português: Pai Primordial ) conta a história de uma jovem, Amanda Angel, que segue sua jornada do herói, descobrindo estar longe de ser normal: descende de seres poderosos com um pacto de defenderem a humanidade.

A qualidade do texto e dos desenhos salta aos olhos e é evidente a seriedade com qual o projeto foi levado. Nada a desejar para as produções gringas e marca, talvez, um novo momento para os quadrinhos brasileiros do gênero. Sou colecionador de HQs desde sempre e, apesar da importância que dou aos desenhistas, a decisão de uma compra sempre pesou sobre o roteiro. Sem conteúdo, nem Frank Miller resolve. Patre Primordium é um exemplo de roteiro de peso com arte de qualidade.

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A inovação tecnológica fica por conta do uso do iPhone: um app vai permitir ler a HQ no gadget preferido da Apple com som e dublagem para acompanhar! A heroína é dublada por ninguém menos que  Fernanda Fernandes.

#ficadica

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Quando o “what are you doing” do twitter ganha novas respostas

Porque a humanidade evoluiu em primeiro lugar? Por buscar experiências novas. Descer das árvores implicava em se arriscar, mas estar nas árvores era uma experiência já ultrapassada. O homem está em uma constante busca por novas vivências.

Se formos questionados sobre o que queremos, provavelmente vamos repetir o de sempre, o que é correto socialmente ou, aqueles mais rebeldes, o contrário do que é comumente desejado. Casa, comida e roupa lavada. Ter um filho, escrever um livro, morrer de tédio ou virar parte de algum grupo social revoltado. No fundo fica um vazio querendo ser preenchido. E a noção de que tudo isso já foi feito antes.

Nós queremos mesmo é ser surpreendidos. Instigados. Desafiados. Vivenciar coisas novas. E se não for por nós mesmos, se não temos suficiente capacidade de se auto-olhar e identificar a hora de mudar algo (seja em si, seja externo), tendemos a seguir o fluxo da sociedade.

Algumas pessoas aprenderam a quebrar o comum. É aí que o “what are you doing” do twitter ganha novas respostas.

Esse anseio tem dois lados da moeda. Um é o extremo da busca por coisas novas extrapolar o bom-senso e levar a vícios de comportamentos pra preencher esse “vazio de propósito” e carências ainda nem compreendidas. É aí que começam os comportamentos nocivos: consumismo desenfreado, excesso de velocidade, drogas, o mundo digital enquanto fuga de responsabilidades e por aí vai.

O outro lado é o próprio avanço da humanidade, as inovações de fato, a internet enquanto integração e fonte constante de geração de conteúdo, os exemplos são inúmeros. E temos também a famosa experiência do usuário.

É isso que algumas empresas entenderam e usam com maestria: criar novas experiências. O produto é apenas a ponta do rabo dessa experiência. Ela faz parte do produto.

Essa experiência não está na mente do consumidor e se você levar toda boa idéia para ser testada em grupos de opinião vai fazer o que sempre fez. Claro que sempre haverá público para aquilo que já é bom. Mas o grande negócio é gerar novas experiências. No caso da publicidade, o comercial da Sky com a Gisele é um exemplo de gerar novas experiências:

Pense: o que realmente é inovador? O homem de neandertal fez isso com o fogo, galileu com a luneta, a apple com o computador, o google com a internet.É sempre algo que está lá e precisa ser descoberto, aperfeiçoado e apresentado, surpreendendo a todos nós, meros mortais.

E falando em google, taí o vídeo do Larry Page (vi@updateordie) que me fez pensar nisso tudo:

“Os filósofos apenas interpretaram o mundo de várias maneiras. A questão é modificá-lo.” (Karl Marx em última tese contra Feuerbach.) via:heideggerianices


Neossinapses, velhos problemas*

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A verdade, a grande verdade, é que mudam as gerações, abordagens mas velhos problemas permanecem. A vontade de ter um sony walkman é a mesma de ter um iPod. O anseio pelo Atari rivaliza-se a febre pelos PS’s. Velhas necessidades, novos desejos. Novas sinapses para velhos problemas.

Essa é a natureza humana e inovação nesse caso é descobrir as pecularidades das manifestações, diante de novos contextos. Novos usos para velhos apetrechos. Novas abordagens sobre o mesmo tema.

Não vejo que haja algo inteiramente e totalmente novo. Percebo que existem sim novos olhares sobre muitas coisas. Novos olhares criam novas tendências, formas de interagir, ler, apresentar como ninguém havia pensado antes. Isso sim é totalmente novo. Isso torna o ordinário, extraordinário.

A gente inova a milênios. A natureza inova a milênios. O conceito se tornou popular em menos de uma década. Redescobrimos a inovação. A mesma que fez o Galileu criar a luneta, o homem usar o fogo e a roda, os agricultores plantarem feijão e criar a ferradura, a apple levar o computador para a mesa da sua casa.

Mas agora  todo mundo está lá, buscando, mergulhando no assunto. As empresas criaram diretores de inovação. E o salário é alto. O atributo natural, de desconstruir para criar novas idéias, foi, bem, inovado.

Fiquei pensando nisso tudo quando o nosso mascote desenhista, o Vincent “tininho”, veio apresentar uma música “fodástica” e me mostrou Sultans of Swing do Dire Straits.

Daí lembrei de uma sequência: eu ouvindo isso em vinil na década de 80, eu montando uma banda, eu e a galera tocando vários do Dire Straits, Led e afins em festas e etcs., eu comprando o CD “melhores músicas” do Dire Straits, eu baixando as músicas em MP3 para o Winamp, eu Blipando Dire Straits e eu blogando esse post. Ou postando nesse blog. Enfim. Ufa.

Mas eu acho que daqui a pouco vai cansar, enjoar, esse papo todo de inovação. E quando o assunto começar a ficar menos alarmado, aí sim, inovar será preciso, novamente.

*Título by @andresinkos do prontosurtei e @vincentNH valeu a ilustração 😉

RT: @twitter twittando promoções

Bem-vindos a twitterlândia, terra das promoções!

Não é novidade. Oportunidades pipocam no twitter. Tanto que andei meio neurótico esses tempos anexando tudo que era empresa que aparecia por lá (criteriosamente, é claro).

Então comecei a pensar em algo que o twitter permite às empresas, que nenhuma atendente robotizada de telemarketing conseguiu até hoje: agregar personalidade.

Quando você segue a Dell, a Época, Everynote ou Ruby Brasil, por exemplo, no twitter, você não está, pelo menos não ainda, seguindo algo programado para te atender. A febre do passarinho piador foi tão rápida que não deu tempo. Provavelmente representantes da geração Y que estavam lá vendo tudo acontecer encheram o saco de seus chefes para abrir uma conta no twitter. Pelo menos essa é a minha hipótese.

Espero, realmente espero de verdade, que as empresas vejam a possibilidade de um contato mais personalizado, humano mesmo, embora virtualmente, com o usuário e aproveite o twitter da forma certa. Seja lá qual essa for.

O que rolou de legal esssa semana, ligado ao twitter:

Anúncio da Dell: estratégia esperta que une a mídia impressa com o twitter, a empresa que nos últimos 18 meses faturou mais de U$$ 1 milhão com alertas de promoções via Twitter bolou um anúncio que pipocou legal no, bem, twitter essa semana. Além disso e promoções seguidas pela empresa na twitterland. Eu quase comprei um notebook ontem. (vi@mrodrigoClube de Criação Web).

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Curiosidade: essa foto da Juliana Sardinha foi a primeira a rolar na twittersfera e ser usada nos blogs.

Ruby Brasil: Ruby é uma linguagem de programação. A Ruby Brasil, site sobre Ruby, Rails e derivados, entrou de sola no twitter com uma promoção bacana: você segue eles no twitter @rubybrasil, responde a pergunta “Por que você merece ganhar o livro sobre Rails do Urubatan?” e concorre ao livro do Rodrigo Urubatan, sobre Ruby e Rail.

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Eu não sou programador e me amarrei. Essa ação incita a interação mais dinâmica no twitter com uma ação pra lá de batida. O legal é seus followers lendo várias frases criadas por você, sentindo vontade de participar a partir daí. Interessante, é quase uma comunicação geométrica, progressivamente aumentada pela curiosidade alheia.

Everynote: agora o softaware imbatível para notas on-line está integrado ao twitter. Para mim e os trocentos usuários que não largam mais o aplicativo, é uma notícia excelente. Mais uma mídia social com conteúdo para agregar as notas on-line. Genial. Produtivo. Inovador. Enfim. Esse novo mundo me encanta.

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E por aí vai. Tudo isso são exemplos do que em Marketing chamamos de estratégia para novos usos do produto. Você pega ações que já existem, muda o contexto e o apelo, posiciona de acordo com aquele universo em questão e voi-lá! Novos resultados, novos usuários, inovação de processos.

Entrem no twitter, comecem a seguir gente e empresas interessantes que muita coisa legal deve vir, tão rápido quanto rápida está a internet.


Marca-Páginas

Quando eu leio um livro ele sai todo marcado. Riscado, anotado, sublinhado e com símbolos que significam coisas que só eu entendo, para poder pesquisar depois. Aprendi isso com gente que pesquisa e lê vorazmente, aqui em Foz, e agora não consigo mais ler livros sem um marcador e caneta nas mãos.

É um método que funciona para quem quer levar a leitura e a pesquisa a sério. Você cria seus próprios códigos e marcações. Por exemplo, sempre que eu leio algo em algum livro algo que remete à inovação, anoto no lado do parágrafo a sigla IN e sublinho no texto a frase que sintetiza o parágrafo. Se acho bem importante, acrescento um “!” ao lado da anotação, se pretendo publicar no blog, anoto também “post”. E por aí vai.

Marcar algum insight com suas palavras também ajuda, faz com que fique fácil você voltar novamente aquilo que interessa no livro para que coisas muito legais possam ser reaproveitadas para artigos, palestras, aulas e afins.

Por isso resolvi criar essa sessão no Neossinapses para fazer resenhas sintéticas que são mais anotações e ponderações sobre assuntos encontrados em meio às páginas do livro (ou livros) que estou lendo nesses tempos, especificamente sobre inovação.

Vou dar o nome dessa sessão de marca-páginas. E o primeiro começa agora.

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MARCA-PÁGINAS
Kahney,
Leander. A Cabeça de Steve Jobs, Agir, RJ, 2008.

Capítulo 6: Espírito Inventivo – De onde vem a inovação?

Pg. 164. O Cube.
Um computador em formato de cubo, de 20 centímetros que lançava para fora os CDs como se fossem torradas foi um dos mais lindos e fracassados Macs produzidos pela Apple, entre 2000 e 2001.

Jobs valorizou demais a forma em detrimento do conteúdo. Era uma peça de exposição: caro demais e pouco potente em função do preço, foi totalmente feito em função do design.

Essa primeira marcação se deu por ser uma lição básica para quem trabalha com design e comunicação: a experiência do usuário deve ser o norte que conduz o design. O conteúdo deve ser valorizado. No caso da comunicação, forma pela forma não informa. No caso do design, por mais bonito que seja, a forma deveria vir em função do uso.

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O Cube foi o produto que chancelou essa realidade para Jobs, cuja reputação atual se dá por respeitar acima de tudo a experiência do consumidor, de compra e uso. Todos os produtos da Apple visam atender essa constante e essa é uma das bases de sua reputação como empresa inovadora.

Uma empresa, produto ou serviço sempre existem em função do usuário final. Perder isso de vista é um dos caminhos para o fracasso. O que você acha?

Mais da Unila e outra do Niemeyer

A Unila já está com Blog oficial, e comunidade no Orktut (útil, vale a pena).

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Fiquei empolgado quando li a lista dos 36 cursos de graduação (e também os de pós-graduação) no post feito pelo Daniel Abreu. Cursos como Ciência, Tecnologia e Inovação; Comunicação, Mídia e Política; Cinema e Multimeios e Neurociências e Ciência Cognitiva são certamente uma inovação e ótima notícia para a região.

Pra quem, como eu, pretende continuar a seguir carreira também na área docente, a Unila vem em um momento chave de mudanças sociais, políticas e econômicas da região, bem diferente das promessas vazias de especuladores do passado de Foz do Iguaçu.

Vem também em uma época onde o nosso próprio sistema educacional (cuja defasagem não é novidade para ninguém, para a tristeza de figuras como Piaget, Emília FerreroZé Pacheco), começa a ter vislumbres de mudança positiva no horizonte. Exemplo: como disse no post anterior, a integração das mesmas matérias e conhecimentos entre cursos diferenciados é uma tendência inovadora no meio acadêmico. Isso potencializa o conhecimento, economiza recursos e todos saem ganhando.

Outra obra assinada pelo Niemeyer também em Foz é o Centro Cultural Holoteca (conjunto de tecas, ou coleções, como biblioteca, gibiteca, filatoteca e centenas de outras), centro de eventos e teatro (o primeiro de Foz). O projeto foi idealizado pelos pesquisadores do Ceaec e recebeu o apoio da Itaipu e da Câmara Municipal.

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Isso tudo já foi falado no blog da Unila, com detalhes. Mas a motivação me fez reforçar. Pra quem mora em Foz, notícias assim deixam claro que estamos em um período de transição e mudanças enquanto cidade e região, dessa vez a coisa anda.

Veja imagens, notícias e matéria completa sobre Unila e Centro Cultural Holoteca aqui.

Empatas

277152_smiley_face4“I’ve got a feeling, a feeling deep inside, I’ve got a feelling, a feeling that a can’t hide, oh no”

Lembrei dessa música dos Beatles – I’ve gota a feeling, quando escrevia esse post, ela fala da subjetividade do sentimento. E me lembra qualidade de sentimento. Aquele que você sente e ainda não sabe de onde vem ou o que é.

Mas o post é sério: empatia. Ultimamente tenho vivido situações, no trabalho e na vidinha dia-a-dia que me fizeram pensar mais sobre isso. O quanto falta, de fato, entender sobre isso. E mais: viver o fato.

Empatia é a capacidade de entendermos o sentimento alheio. Você chega de manhã, nem olhou para o pessoal na empresa, na sala de aula, ou em qualquer lugar, e já sente o clima. Se está o de sempre, ou mais alegre, mais triste, mais sufocante. Esse “clima”, quem sabe, são as pessoas preenchendo o espaço com seus sentimentos.

Então você percebe tudo isso, significa que tem um bom nível de empatia. Mas o que faz com isso?

Essa característica em pessoas mais instáveis emocionalmente acabam repercutindo negativamente: tomam as dores, passam do limite, inflamam facilmente ou a depressão acontece. Mas pessoas mais autoconscientes de si mesmas são capazes de utilizar a empatia como uma ferramenta essencial no relacionamento humano.

Uma pessoa com ausência total de empatia é um espécie de autista. Não entende o sentimento alheio. Não discerne um olhar triste de um olhar feliz, uma expressão angustiada da tranquillidade evidente.

E aí entra o que me pega. O que me faz pensar bastante sobre isso e tentar buscar um equilíbrio. Porque caras que lideram equipes não podem ser autistas. Ao tomarem decisões que envolvem grupos, muitas vezes ser apenas lógico e racional é pouco. É preciso ser empático para ser assertivo. Essa é outra palavrinha chave, a real assertividade.

Ser um empata é sinônimo de saber lidar com pessoas. Até o herói imaginário Peter Petrelli, o empata da série Heroes tem um poder peculiar ele é capaz de assimilar os poderes alheios, mas na maioria das vezes não sabe lidar com isso.

Joseph Campbell batia nessa tecla quando falava da jornada do herói (está no livro o poder dos mitos, que todo líder deveria ler e refletir a respeito). Durante sua vida, o herói passa por provas que levam ao autoconhecimento, das suas limitações até suas melhores capacidades. Esse entendimento faz com que ele compreenda o universo além dele e o seu papel essencial nesse contexto. Os mitos nascem do que é humano.

Ser empata é essencial hoje como sempre foi na história humana, seja para contribuir na evolução das massas, seja para impedir de acabar em um calabouço (ou fogueira).

Em relação ao mundo dos negócios essa capacidade faz toda diferença, pois tratam-se pessoas. Sejam as que irão usufruir do serviço, produto ou inovação; sejam os que estão envolvidos diretamente no seu processo criativo. Esses últimos, a equipe criativa, é a manifestação humana da idéia em movimento.

É a empatia, em última instância, que irá criar um bom clima de trabalho. Criativo. Inovador. E é com base também nela que decisões deveriam ser tomadas. É preciso considerar o equilíbrio entre as necessidades de cada um e de todos, enquanto sistema humano. Necessidades, não desejos. O que é real, não caprichoso. O que realmente motiva uma evolução positiva.

Pessoas que não tem a capacidade de entender o outro em seu limiar, deveriam ficar longe dos cargos de liderança. São pessoas tão importantes quanto qualquer uma no contexto geral, mas a essas deixe-os tratarem das máquinas, dos processos impessoais. Pessoas e sentimentos devem ser tratados por pessoas com sentimentos (e discernimento).

Isso elimina os padrões repetitivos de comportamento, a rigidez que impede o novo de aparecer. Por isso o primeiro passo para ser inovador é reconhecer limites para superá-los, e suas necessidades, para que elas tanto nos motivem quanto deixem de ser impecilhos para o avanço.

É aí que nos abrimos para a mudança, que damos asas à verdadeira inovação, aquela que começa a partir de uma necessidade real, de um, dois ou de todos. Por isso que estar receptivos às diferenças e compreender o outro em sua particularidade é fundamental.

Então grandes parcerias surgem, projetos se complementam, objetivos em comum levam a grandes avanços, tirando-nos de nosso mundinho, pequeno, ansioso e solitário.

Inovação implica em interação. É a interação que gera evolução positiva e avanço humano. E de nada vale a inovação sem o humano. Ser empático é ser inovador.

Pois tudo é pessoal quando se é uma pessoa.