Posts Tagged 'criatividade'

easter eggs na caixinha

As imagens aí são do blog Marketing na Cozinha.

Achei essa uma forma muito legal de passar o tempo (pra quem tem). Se a idéia cai na mão de uma agência de comunicação bacana, quem sabe não vira alguma linha de produtos para crianças ou algo do gênero. Até eu curtiria comprar ovos assim. Ia ser divertido fazer um omelete.

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Postei aqui pois mostra algo que falo sempre. Boas idéias como essa  são pouco aproveitadas. Inovação é usar coisas assim pra alguma coisa produtiva, como uma nova linha de produtos. As vezes é a solução para uma empresa que vende ovos ou coisa do tipo, já pensou? Fica aí a dica agências que atendem empresas afins 😉

Pra ver mais, vale uma olhada no blog Marketing na Cozinha.

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Trust Me se puder

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O que me agrada ao assistir Trust Me, nova série da TNT que fala sobre o dia-a-dia de uma agência de publicidade americana, é identificar as idiossincrasias que pipocam na tela o tempo inteiro, dessa profissão. Em todos os episódios as situações apresentadas lembram meu próprio dia-a-dia nos últimos anos de profissão como publicitário. A série é focada na amizade da dupla criativa Mason (Eric McCormack ex “Will & Grace”), Diretor de Arte e Conner (Tom Cavanagh, o ex advogado de “Ed”), redator.

Tirando as contas milionárias atendidas pela agência, todos os clichês que vivencio (sem tanto exagero) estão lá: as alterações constantes nas peças criadas; o esforço absurdo de fazer a campanha acontecer para ser cancelada no último minuto já durante a produção; a relação atendimento e criação; o processo criativo dos brainstorms; egos inflados e por aí vai.

Chama atenção também, se olharmos criticamente, o quanto a profissão é retratada como um processo que beira a imaturidade em alguns momentos e apela para comportamentos infantis por parte dos profissionais. Eu diria que é sim um refexo da realidade, não é a regra mas é a tendência. Do valor da profissão não há do que falar, mas de como o meio gera comportamentos imaturos, baseados constantemente em uma supervalorização do eu fica evidente na série.

Pelo seu conteúdo que passeia pelo lúdico, a criatividade e o ambiente informal e descontraído, talvez o desafio maior das empresas de criação em comunicação seja o de serem levadas a sério. Por outro lado é essa postura criativa e artística o seu grande diferencial. É por isso que clientes pagam. Armou-se o paradoxo: ao mesmo tempo em que somos procurados devido a criatividade em comunicar, são essas características que remetem a uma imagem de pouca seriedade para a maioria dos clientes.

Em uma definição encontrada em um dicionário de idéias e conceitos comuns na Idade Média (bem antigo), li o seguinte a respeito de como eram considerados os artistas: “Artistas são todos loucos. Ganham quantias absurdas de dinheiro e jogam tudo pela janela. Uma mulher artista não pode ser considerada séria.”

Essa definição traduz um pensamento de séculos sobre o conceito de artista. E me assusta como em alguns contextos profissionais ainda são tão atuais. Quem trabalha a algum tempo na área pode confirmar: é essa visão distorcida que a maioria dos clientes tem dos profissionais de comunicação.

Arte em si é a capacidade da mente manipular e dominar a matéria. Isso por si só não traz nada de novo nos dias de hoje. Mas quando se acrescenta ciência à arte, temos a argamassa de verdadeiras inovações, soluções, coisas realmente úteis.

Penso que na publicidade não pode ser diferente. O desafio é superar esses séculos de conceito distorcido, mostrando que profissionais criativos não são mais “loucos que gastam grandes quantias de dinheiro”, mas profissionais que utilizam a arte ao seu favor, para comunicar de forma eficiente, inovadora e útil.

trust-me-tom-cavanagh-eric-mccormack-working-1-ph-art-streiber-tm-16760-0795-rVoltando à série Trust Me, o que sintetiza essa necessidade de seriedade sem perder a criatividade, é o diálogo entre o Diretor de Arte, Mason Maguire (McCormack) e o Diretor da Agência (Griffin Dunne), no primeiro episódio.

Mason recebe a promoção para Diretor de Criação e questiona porque ele e não Conner, seu parceiro e redator. O critério é que Mason seria “adulto”, tem a sério o negócio e não se deixaria levar pelos delírios imaturos e “criativos” como Conner o faz.

A série ainda mostra que valores como amizade e honestidade ainda tem lugar ao sol no ambiente competitivo da publicidade. Esse ambiente confiável internamente é uma das características que talvez mude a noção ainda persistente de que publicitários são pessoas em que não podemos confiar. Será?

Criatividade Felina

Essa figura aí da foto é a Mei-li, felina esperta que divide o apartamento comigo, minha esposa e o Gatolino (seu comparsa).

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Estávamos nós em mais um domingo qualquer, quando minha esposa chama minha atenção sorrateiramente para presenciar um comportamento inusitado da Mei-li.

Exigente no paladar, ela normalmente gosta mais de ração molhada e rejeita as secas (é fresca mesmo). Então criou um método inovador: com a pata pegava (isso mesmo, do verbo pegar, com a pata em forma de “concha”) por baixo a ração do pote e jogava dentro da água no outro pote. Esperava um pouco, colocava a pata no pote de água e pegava novamente a ração, agora meio molhada e inchada, e levava à boca com a pata!

Talvez vários felinos façam isso, mas essa solução vindo dela mostra que, talvez, inovações criativas para resolver um problema não sejam privilégio apenas de nós, seres-humanos.

Vou aguardar para gravar um vídeo e postar aqui em breve.

E o seu pet, faz o que pra se virar nesse mundo humano? 🙂