Archive for the 'Inovação Artística' Category

Patre Primordium: leitura primordial

Neo note:

Quadrinhos estilo “Mangá”, 100% brazuca, com criação e roteiro de Ana Recalde e arte de Fred Hildebrand já à venda nas bancas. O nome: Patre Primordium (em português: Pai Primordial ) conta a história de uma jovem, Amanda Angel, que segue sua jornada do herói, descobrindo estar longe de ser normal: descende de seres poderosos com um pacto de defenderem a humanidade.

A qualidade do texto e dos desenhos salta aos olhos e é evidente a seriedade com qual o projeto foi levado. Nada a desejar para as produções gringas e marca, talvez, um novo momento para os quadrinhos brasileiros do gênero. Sou colecionador de HQs desde sempre e, apesar da importância que dou aos desenhistas, a decisão de uma compra sempre pesou sobre o roteiro. Sem conteúdo, nem Frank Miller resolve. Patre Primordium é um exemplo de roteiro de peso com arte de qualidade.

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A inovação tecnológica fica por conta do uso do iPhone: um app vai permitir ler a HQ no gadget preferido da Apple com som e dublagem para acompanhar! A heroína é dublada por ninguém menos que  Fernanda Fernandes.

#ficadica

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easter eggs na caixinha

As imagens aí são do blog Marketing na Cozinha.

Achei essa uma forma muito legal de passar o tempo (pra quem tem). Se a idéia cai na mão de uma agência de comunicação bacana, quem sabe não vira alguma linha de produtos para crianças ou algo do gênero. Até eu curtiria comprar ovos assim. Ia ser divertido fazer um omelete.

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Postei aqui pois mostra algo que falo sempre. Boas idéias como essa  são pouco aproveitadas. Inovação é usar coisas assim pra alguma coisa produtiva, como uma nova linha de produtos. As vezes é a solução para uma empresa que vende ovos ou coisa do tipo, já pensou? Fica aí a dica agências que atendem empresas afins 😉

Pra ver mais, vale uma olhada no blog Marketing na Cozinha.

Sinais de Patrick Hughes

O vídeo aí embaixo, do diretor Patrick Hughes “Signs”, via Publicis Mojo, feito para o Schweppes Short Film Festival, mexeu comigo.

Me faz pensar em Semiótica do começo aou fim, com todo o processo de síntese gráfica, em cada cena. Nada precisa ser dito, tudo está visível à interpretação, justamente porque Hughes utiliza signos comuns ao humano em si.

Há sensibilidade e evidência de conhecimento profundo em comunicação, em vários detalhes ao longo do filme: a linguagem corporal do protagonista, que vai evoluindo a medida em que sua vida começa a ganhar sentido, sua interação com os objetos – o telefone, o pote de cereais no café da manhã, o riso na sala de reunião, e vários outros. A forma como o protagonista reage aos elementos que compõe sua vida (escolhida por ele mas incompleta), mostra a realidade de um sociedade que, talvez, tenha se perdido em seu burocrático progresso.

Os sinais que Hughes apresenta não são apenas a versão humanizada do que seria uma conversa de chat, com menos de 140 caracteres, na própria vida real, recheada de emoticons. Símbolos esses que substituem a própria incapacidade (inicial) do personagem demonstrar seus sentimentos. Quem assiste acaba esquecendo que não há diálogo falado. Tudo o que precisa ser lido está visualmente apresentado, do começo ao fim da história, com uma mensagem forte justamente pelo silência que grita. Emocionante.

Bom, virei fã do cara. Achei uma visão inovadora o uso inteligente de símbolos virtuais na vida real e a forma como Hughes costurou tudo isso em um vídeo impecável. Por isso esse post. Comentem aí o que acharam.

Clique aqui para ver o portfolio completo de Hughes.