Sinais de Patrick Hughes

O vídeo aí embaixo, do diretor Patrick Hughes “Signs”, via Publicis Mojo, feito para o Schweppes Short Film Festival, mexeu comigo.

Me faz pensar em Semiótica do começo aou fim, com todo o processo de síntese gráfica, em cada cena. Nada precisa ser dito, tudo está visível à interpretação, justamente porque Hughes utiliza signos comuns ao humano em si.

Há sensibilidade e evidência de conhecimento profundo em comunicação, em vários detalhes ao longo do filme: a linguagem corporal do protagonista, que vai evoluindo a medida em que sua vida começa a ganhar sentido, sua interação com os objetos – o telefone, o pote de cereais no café da manhã, o riso na sala de reunião, e vários outros. A forma como o protagonista reage aos elementos que compõe sua vida (escolhida por ele mas incompleta), mostra a realidade de um sociedade que, talvez, tenha se perdido em seu burocrático progresso.

Os sinais que Hughes apresenta não são apenas a versão humanizada do que seria uma conversa de chat, com menos de 140 caracteres, na própria vida real, recheada de emoticons. Símbolos esses que substituem a própria incapacidade (inicial) do personagem demonstrar seus sentimentos. Quem assiste acaba esquecendo que não há diálogo falado. Tudo o que precisa ser lido está visualmente apresentado, do começo ao fim da história, com uma mensagem forte justamente pelo silência que grita. Emocionante.

Bom, virei fã do cara. Achei uma visão inovadora o uso inteligente de símbolos virtuais na vida real e a forma como Hughes costurou tudo isso em um vídeo impecável. Por isso esse post. Comentem aí o que acharam.

Clique aqui para ver o portfolio completo de Hughes.

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3 Responses to “Sinais de Patrick Hughes”


  1. 1 Thiago Leite 7 de maio de 2009 às 0:01

    Gostei do cabeçalho do seu blog. 🙂

    Quanto ao filme, é realmente muito bem elaborado. A falta de diálogos falados me lembrou um pouco 2001: Uma Odisseia no Espaço.

    Vi o filme antes de ler seu texto. Também pensei nele como uma representação mais humanizada de um bate-papo virtual. Além disso, podemos ver uma autodescoberta no decorrer da trama. A paquera dele atua, de certa forma, como amparadora dele.

  2. 2 Mornaax 26 de junho de 2009 às 19:31

    Achei muito bonito. Gosto muito quando o ator consegue transmitir a idéia da evolução do personagem.

  3. 3 Marcelo 10 de janeiro de 2010 às 0:27

    Olá! Não sou profissional da área, sou administrador.
    Vou dar minha opinião como simples espectador.

    Acabei de passar um email para um filho meu dizendo que, daqui pra frente, só tomo Schweppes… Ele me perguntou porquê e eu respondi: é pra “pagar” o que este video me fez sentir.

    Simplesmente, uma tradução romântica (sem pieguice) da vida moderna.
    Toca fundo e emociona.

    Sensacional!

    Abraço,
    Marcelo


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