A marca da Unila

unila1

Projeto inovador, logomarca à altura.

A logomarca criada pela Verdi Design para a UNILA traduz na medida o conceito de integração latino americana. Síntese gráfica de conteúdo eficiente, simples e de boa aplicação, o que já é a marca do estúdio gaúcho. É a estilização do continente latino-americano através de linhas que remetem a, bem, união.

Logomarcas são representações visuais que traduzem o negócio, a filosofia por trás do produto. É um exercício de análise-síntese por parte do designer para chegar nos mínimos elementos mais surpreendentes, que comuniquem o conceito sem precisar de maiores explicações, marcando uma experiência única na mente do público em questão. Quanto mais simples, melhor e mais impactante sua aplicação.

unila2

A Verdi é uma daquelas poucas empresas que conhece, pensa e entende a profissão de Designer mesmo, levando a sério o equilíbrio entre forma e conteúdo. Daquelas que os acadêmicos de Design gostariam de montar depois que saem da facul.

Foi por isso uma logomarca como a de Itaipu, elaborada por ninguém menos que Aloísio Magalhães, teve o aval de ser reformulada pelo estúdio. Outras, como a logo de Foz do Iguaçu, Destino do Mundo, para o trade turístico de Foz, buscam trazer uma nova identidade para a cidade. Foi na apresentação desta última que iniciamos o contato com a Verdi, o qual disponibilizou a marca da Unila para esta postagem.

Clique aqui para ver o post anterior sobre a UNILA.
Acesse o blog ofical da UNILA aqui.

Anúncios

7 Responses to “A marca da Unila”


  1. 1 Mário Verdi 24 de abril de 2009 às 15:12

    Caro Rodrigo, agradeço imensamente suas palavras. Elogios vindos de um criativo da Trafor, empresa que realiza trabalhos de exelente qualidade, valoriza este reconhecimento ainda mais.

    Este trabalho teve particularidades interessantes, pois apesar de representar de forma subjetiva o conceito de união e integração entre os povos latinomericanos, utiliza um símbolo de representação direta e, por isto, sujeito a interpretações lógicas que poderiam entrar em conflito com os objetivos do projeto.

    A escolha do mapa para o símbolo não figurava entre nossas opções iniciais, por acharmos que trata-se de um chavão ou clichê na criação de marcas com referências geográficas. Mas conforme o estudo evoluiu, voltamos a inserir o uso deste mapa dentre os símbolos possíveis.

    O desafio passou a ser então, usar o mapa apenas como veículo de uma linguagem ou conceito maior, que estrapolaria os limites daquela representação comum e possiblitaria a criação de uma identidade viva, fluida e orgânica. Exatamente como é o ambiente de uma universidade.

    Assim, chegamos a um conceito norteador do processo criativo: UNILA: Diversos Povos, Muitas Culturas, Um Único Caminho. Este caminho é o centro da linguagem criada. Utilizamos sempre uma linha sem início ou fim, que percorre todo o mapa da America Latina e termina no mesmo ponto, num ciclo infinito. O resultado final do desenho lembra os grafismos indígenas encontrados em nossa pesquisa sobre manifestações culutrais dos nativos latinoamericanos.

    Derivaram desta imagem outros ícones, representando pessoas, objetos e até mesmo um alfabeto, que será utilizado para identificar prédios com letras e números desenhados dentro do mesmo estilo gráfico.

    A aprovação do projeto não deixou de ser polêmica. Devido ao fato de acreditarmos 100% no projeto desenvolvido, optamos por apresentar somente esta opção de logomarca*, e não 2 ou 3 alternativas como é a prática de mercado.

    Inicialmente foi um choque. Muitos impressionados com o impacto visual da proposta e muitos sem saber o que dizer, tentando encntrar algo concreto e lógico para servir de suporte aos comentários que iriam fazer. E eles vieram. De várias forma, mas sempre contundentes. tanto nos elogios quanto nas críticas. E isto nos deu mais certeza de que o trabalho era bom para uma universidade. Não tinha como ficar indiferente à proposta.

    As solicitações de ajustes limitaram-se a questões lógicas, relacionadas à visão pragmática das pessoas quando estão de frente a uma síntese de um objeto que eles conhecem. “Está faltando Cuba! O Uruguai está deslocado! O México está pequeno!” Estes foram os principais comentários colocados.

    Posteriormente, algumas pessoas mais apreciadoras da arte e da comunicação visual apresentaram comentários relacionados à questões do desenho em si. O incrível foi que conseguimos fazer ajustes que atenderam a todos os comentários e também agradaram a nós.

    A espessura do traço do símbolo foi levemente reduzida, deixando o símbolo mais leve e com melhor legibilidade em tamanhos reduzidos. Também alteramos o desenho dos elementos constituintes do mapa para representar mais fielmente o México e o Uruguai, além de sugerir a ilha de Cuba, que não foi representada de forma fiel por tratar-se de um elemento gráfico isolado, que prejudicaria o conceito da linha única e infinita ue foi a base do projeto.

    *Sou defensor da adoção do neologismo Logomarca por não existir nenhum outro termo capaz de representar de forma clara e não erudita o conjunto Sinal gráfico + Logotipo.

    As propostas apresentadas até hoje me parecem mais uma masturbação intelectual de acadêmicos do que algo voltado à realidade do nosso tempo, onde estamos a beira do surgimnto de uma nova linguagem ditada pela internet, os SMSs e os MSNs da vida. Viva a logomarca!

  2. 2 rodguedes 24 de abril de 2009 às 16:19

    Olá Verdi!
    Meu caro, seu comentário não só complementou o post. Foi além. É uma aula de processo criativo, desenvolvimento de marca.
    Duas coisas me chamaram mais a atenção. O fato de conseguirem ajustar a marca aos feedbacks sem comprometer sua concepção e mantendo a satisfação de ambas as partes. Isso, ao meu ver, na fase de aprovação com o cliente é uma das coisas mais difícieis de se conseguir.

    Outra é a sua observação “*Sou defensor da adoção do neologismo Logomarca por não existir nenhum outro termo capaz de representar de forma clara e não erudita o conjunto Sinal gráfico + Logotipo.” Concordo que o léxico nesse caso é o mais indicado, dentro de um universo onde se usa “logo”, “logotipo” “marca” como se tudo fosse a mesma coisa. A gente começa a estudar um pouco mais profundamente a semiótica, e entende melhor a problemática.

    Vejo que no nosso meio existe a dificuldade de se encontrar termos adequados para vários conceitos (tem-se aí a briga dos termos publicidade x propaganda para exemplificar). No livro do Richard Hollis, sobre a história do Design Gráfico, ele procura elucidar essas questões logo no início, e vai na linha que estamos falando. É uma excelente leitura.

    Obrigado pelo comentário! E grande abraço.

    Rodrigo

  3. 3 Mário Verdi 24 de abril de 2009 às 18:54

    Conheço a obra do Hollis sim.

    No inglês este problema não é tão evidente pois eles utilizam a palavra trademark, de forma genérica e também logotype, symbol e signal, equivalendo aos nossos termos Logotipo, Símbolo e Sinal. Mas veja bem, no inglês se utiliza BRAND para espressar o conjunto maior, o todo, que para nós é representado pela palavra MARCA. MARCA, na minha visão, deve ser utilizado para represnetar o todo do produto, empresa ou serviço em questão. Inclui tudo: a identidade visual, a imagem corporativa, a comunicação, a publicidade, as relações públicas, etc. É o universo total.

    Penso que TRADEMARK faz quase que o papel da palavra logomarca, no intuito de representar genéricamente o nome fantasia e símbolo – de mercado – que a empresa adota para ser reconhecida visualmente e assinar seus produtos, serviços, atitudes e manifestações. Prefiro deixar de lado as considerações linguíticas rígidas e pragmáticas e pensar em prol de facilitar a construção de um consenso coletivo, de bom senso, sobre o que venha a ser o produto de nosso trabalho e os conceitos com os quais nos comunicamos e apresentamos nossa profissão.

    Você já teve a oportunidade de ver algumas das propostas “linguisticamente corretas” para substituir o termo logomarca? É uma piada. Até Icotipo aparece na lista. Também tem gente propondo Assinatura, que é um termo bacana, mas ao meu ver Assinatura é uma configuração da alpicação de uma logomarca com algo mais: o descritivo da marca, um slogan, uma marca conjunta, etc.

    Enfim, esta discussão é a mais incrível do universo do design brasileiro. Eu prefiro apenas dizer que defendo o uso de logomarca, adoto em todos os documentos da Verdi Design, inclusive nosso portifolio. E tem mais, no tempo que morei nos EUA, por 5 anos, aprendi a dar mais importância para o conteúdo do trabalho e a coerência projetual do que para questões sem importância. Melhor uma Logomarca boa do que um Icotipo sofrível.

  4. 4 rodguedes 24 de abril de 2009 às 19:19

    Fala Verdi. Não acompanho de perto as discussões no mercado, mas me parece que sua visão – valorizar conteúdo e coerência do projeto em primeiro lugar – é contribuir para a valorização da profissão no Brasil, a qual, apesar de eu não ser expert, me parece ter a percepção comprometida por parte dos clientes, dão pouco valor. Interessante notar como um pouco de bom-senso (e gosto) bastam para descartar algumas propostas, Icotipo por exemplo.

    Impressionante como os americanos resolvem bem as questões semânticas. Nesse sentido, utilizar o termo original como base na língua inglesa resolve muito bem o problema. Por outro lado, criar uma identidade nacional própria da profissão, sem perder as boas influências e experiências da área lá fora me parece essencial.

    E você tem toda razão: flexibilidade nessas horas para buscar um consenso, criativo e significativo, é ter em mente a valorização da profissão como um todo, saindo do individual e pensando no coletivo. Todos ganham.

    Cara, vou ter que agilizar uma palestra qualquer hora dessas com você, pro pessoal do empresariado e profissionais aqui de Foz.

    Abração!

  5. 5 sebastian 25 de abril de 2009 às 15:47

    Olá Rodrigo, Mário,
    ha um tempo vejo aumentando a qualidade da blogósfera e posts como este formam parte do grupo que faz diferença. Para melhor é claro 😀

    Vejo que hoje estamos num momento (trend mundial) em que esta valorizando-se o proceso criativo.
    Aprender a comunicar usando os principios do design é algo que me apaixona e certamente ver como se consegue um resultado assim é muito bom.

    Por isso queria agreadecer a referencia do case e a descrição do proceso criativo.

    Ah, uma coisa Mário: voce não mencionou entao não sei se foi intencional, mas a ideia central da criação, isso de unir tudo com uma linha só, é o seguinte: em espanhol falar “unila” é o imperativo do verbo “unir” em segunda pessoa do singular. Portanto o brand para o espanhol está favorable a una estrategia de instigar a unir. Seja que voces (mesmo o cliente) perciberom ou não, isso esta coerente com o brand. My two cents, or two millions 😉

  6. 6 Mário Verdi 30 de abril de 2009 às 17:41

    Valeu Sebastian. Esta questão foi levantada sim até porque tem vários hispanoablantes no grupo. Também é impretativo no português, pelo menos foneticamente, já que não tem o hífen.

    Segue o link de nosso boletim informativo que tem outras imagens do projeto…

    http://www.verdi.com.br/news/abril2009/

  7. 7 Rudinei Kehl 9 de novembro de 2010 às 16:29

    http://www.verdi.com.br/new/2009/04/index.html , na verdade esse é o link que contém o boletim sobre a Unila, após a reestruturação do site, esse link foi alterado.


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s





%d blogueiros gostam disto: