O Design Gráfico de Hollis

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” As representações gráficas podem ser sinais, como letras do alfabeto, ou formar parte de outro sistema de signos, como as sinalizações nas estradas. Quando reunidas, as marcas gráficas – como as linhas de um desenho ou os pontos de uma fotografia – formam imagens. O design gráfico é a arte de criar ou escolher tais marcas, combinando-as numa superfície qualquer para transmitir uma idéia.”

Com essa introdução, Richard Hollis nos apresenta o Design Gráfico, esse desconhecido, no livro que conta a história concisa dessa profissão desenvolvida ao longo dos incontáveis anos em que o homem é homem. O texto acima é uma das melhores definições da função do Design Gráfico que eu já li, e pérolas conceituais como essa são encontradas ao longo de todo livro.

Considero a comunicação uma das bases da evolução. E ela é tão complexa como complexo somos, enquanto seres-humanos. E quando falo em comunicação estou me referindo a todos os tipos de linguagem, as formas incontáveis que o homem encontrou de interagir entre ele e o mundo em volta.

O livro de Hollis nos leva a um passeio fascinante pelo mundo do design gráfico. Vemos os primórdios da manifestação artística do homem desde quando seguíamos as pegadas dos animais enquanto sinais gráficos que representavam o próprio animal, passando pelos conceitos de representação na arte gráfica até o design enquanto profissão, com o pôster artístico (o percursor do anúncio), fotografia, o design de informação até as produções e tecnologias que levaram aos dias atuais.

Capítulos essenciais para quem trabalha na área (principalmente em publicidade) são os que falam da relação designer e a direção de arte e na década de 70 em diante com as novas tecnologias.

Richard Hollis encara o design como ciência da comunicação: para ele o significado que deve ser transmitido pelo design tem pouco a ver com a pessoa que o criou – não expressam as idéias de seus designers, mas deve atender às necessidades do cliente que está pagando por ela e embora sua forma seja determinada pelas preferências estéticas do Designer que a criou, sua mensagem deve seguir a linguagem adequada ao público-alvo.

Aí se encontra uma das maiores discussões das agências e profissionais nas últimas décadas. Quando focamos apenas na arte pela arte não estamos fazendo design: estamos atendendo às preferências de nosso ego. Quando estamos atentos à necessidade do cliente, colocamos a arte em função dos resultados, deixando a satisfação pessoal artística de lado e gerando confiança, valorizando a profissão. Utilizar a profissão de criativo para satisfazer apenas ao ego artístico é de um amadorismo e incoerência enorme. Por isso tanta frustração para tantos profissionais.

Me deliciei com o livro, encontrei referências para uma vida de aulas e palestras e passei a admirar mais Richard Hollis, cujos trabalhos de design podem ser conferidos na sua página pessoal. Pra quem estuda o Design Gráfico enquanto processo de comunicação é primordial.

Leiam lá, depois me contem o que acharam 😉

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