Festival de Publicidade de Gramado

Já faz tempo, mas vale a pena. Em junho do ano passado participei pela primeira vez do Festival de Publicidade de Gramado, evento para o qual eu nunca havia dado muita importância. Na época procurei informações nos blogs de praxe, mas não houve muito alarde. Cheguei lá sem esperar nada, e fui literalmente surpreendido. Entendi porque o evento é um dos principais da América Latina nessa área.

O tema foi “A criatividade à frente das novas tecnologias”, e o conceito “As previsões falham, mas quem tem talento nunca é surpreendido” permeou todas as palestras e workshops.

Personalidades como Nizan Guanaes, Ehr Ray, Stalimir Vieira, Hanz Donner e diversos profissionais renomados de grandes agências estavam presentes para falar de criatividade, Marketing, inovação e prática em comunicação. Desde a abertura, com a apresentação do Japão sobre o novo sistema de TV digital no Brasil, até a última apresentação do Hanz Donner sobre, bem, ele mesmo, o evento valeu muito a pena.

Dezenas de peças publicitárias expostas, música na publicidade, gestão estratégica, o papel da comunicação na integração latino-americana e a responsabilidade social dos veículos de comunicação foram outras temáticas, todas mostrando como a área está em constante amadurecimento, aprofundando, saindo do superficial. Vivemos em um mundo de pessoas cada vez mais exigentes e conscientes. Essa nova realidade pareceu ser uma preocupação de todas as agências e palestrantes presentes no festival, o que ficou evidente quando as agências começaram a abrir suas estratégias, métodos e os resultados advindos disso (na medida do possível é claro).

O diferencial das palestras: foco em inovação na prática. Não foram apenas aquelas apresentações egotrípicas de praxe, com os publicitários mostrando seus prêmios e discursando sobre como são bons em solucionar problemas. Todas os palestrantes, sem exceção, tinham uma clara intenção de esclarecer, informar, exemplificar com a experiência em primeiro lugar. Estava presente a preocupação em qualificar o mercado, visto que a maioria do público era sem dúvida acadêmicos da área, o que não diminuiu em nada o nível das palestras para os profissionais. Outro ponto batido do início ao fim foi sobre integração. A frase “o futuro está com quem souber integrar” (DPZ) foi a palavra de ordem. Nesse quesito, as palestras da equipe da DPZ e do próprio Nizan foram o ponto auto do evento.

Quanto ao festival, foi uma ótima experiência: voltei a vislumbrar a comunicação como uma área que ainda tem muito a oferecer. Isso porque, como muitos estudantes incautos e profissionais não esclarecidos, eu tive durante muito tempo a tendência ao apriorismo de enquadrar a profissão de comunicólogo como apenas um manipulador das massas (como a maioria de fato o é). Mas também não dá pra ser ingênuo. Influenciar decisões de massa traz grande responsabilidade, pois implica gerar comportamentos individuais em vários níveis, pra bem ou pra mal, e as conseqüências dessas influências precisam ser consideradas seriamente por qualquer um que se diga profissional de comunicação.





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